{"id":18714,"date":"2023-04-18T11:44:52","date_gmt":"2023-04-18T14:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/uenf.br\/portal\/?p=18714"},"modified":"2023-04-18T11:44:52","modified_gmt":"2023-04-18T14:44:52","slug":"pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/","title":{"rendered":"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18721\" width=\"694\" height=\"462\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professor Arnoldo (ao centro, de camisa listrada), ao lado de sua equipe de pesquisa na UENF<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 na bioqu\u00edmica das plantas que pode estar a chave para uma compreens\u00e3o mais aprofundada de uma das doen\u00e7as que mais desafiam a humanidade: o c\u00e2ncer. Uma particularidade dos vegetais \u00e9 que, embora suas c\u00e9lulas tamb\u00e9m possam sofrer muta\u00e7\u00f5es e a forma\u00e7\u00e3o de tumores, dificilmente ocorre o que na patologia humana se chama met\u00e1stase \u2014 fen\u00f4meno em que as c\u00e9lulas cancerosas migram e se implantam em outras partes do corpo, formando novos tumores, principal causa das mortes pela doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Anos de estudos das c\u00e9lulas vegetais levaram o cientista Arnoldo Rocha Fa\u00e7anha, professor do Laborat\u00f3rio de Biologia Celular e Tecidual do Centro de Bioci\u00eancias e Biotecnologia da UENF (LBCT\/CBB), h\u00e1 cerca de dez anos, a ampliar sua linha de pesquisa, passando a utilizar os conhecimentos da c\u00e9lula vegetal para entender mecanismos bioqu\u00edmicos e moleculares que acontecem em animais, incluindo humanos, como \u00e9 o caso da reprograma\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica da hiperprolifera\u00e7\u00e3o celular.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma abordagem pioneira em \u00e2mbito nacional e ainda bastante rara no cen\u00e1rio internacional de pesquisas sobre o c\u00e2ncer, Arnoldo coordena o projeto \u201cConverg\u00eancias na reprograma\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica e na a\u00e7\u00e3o de fitoqu\u00edmicos sobre a prolifera\u00e7\u00e3o celular em plantas, tumores cancer\u00edgenos e infec\u00e7\u00f5es virais: novos<em> insights<\/em> para potencializar o reposicionamento de medicamentos\u201d, financiado pela Faperj, CNPq e Capes. O projeto busca entender os mecanismos da reprograma\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica hiperproliferativa, que est\u00e3o por tr\u00e1s tanto da gera\u00e7\u00e3o de tumores quanto das infec\u00e7\u00f5es virais, bem como os mecanismos de a\u00e7\u00e3o de medicamentos fitoqu\u00edmicos (derivados de plantas), visando seus reposicionamentos e amplia\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es quimioter\u00e1picas em m\u00faltiplas patologias que desencadeiam hiperprolifera\u00e7\u00e3o celular.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos se concentram, entre outras coisas, em enzimas muito antigas e bem conservadas evolutivamente, presentes em v\u00e1rios organismos, como plantas, fungos e animais: as &nbsp;H<sup>+<\/sup>-ATPases (bombas de pr\u00f3tons). Nos vegetais, existem H<sup>+<\/sup>-ATPases naturalmente presentes tanto na membrana plasm\u00e1tica (a membrana que recobre as c\u00e9lulas) quanto nas endomembranas (aquelas que delimitam as organelas do interior celular). J\u00e1 em animais, incluindo em n\u00f3s, humanos, estas enzimas, na maioria das c\u00e9lulas sadias, predominam nas &nbsp;endomembranas. Mas, quando ocorre um c\u00e2ncer, a membrana plasm\u00e1tica passa a expressar tamb\u00e9m bombas de pr\u00f3tons. De certo modo, \u00e9 como se a membrana celular animal\/humana passasse a funcionar como a de c\u00e9lulas vegetais. Tal fen\u00f4meno muda a energiza\u00e7\u00e3o da membrana, contribuindo para tornar a c\u00e9lula hiperploliferativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira descri\u00e7\u00e3o de H<sup>+<\/sup>-ATPases associadas a membranas plasm\u00e1ticas de c\u00e9lulas tumorais e metast\u00e1ticas foi feita em meados dos anos 90, nos Estados Unidos, pelo cientista Raul Mart\u00ednez-Zaguil\u00e1n da Texas Tech University. Mas foi s\u00f3 na \u00faltima d\u00e9cada que a descoberta foi amplamente comprovada pela comunidade cient\u00edfica, desencadeando uma corrida pela identifica\u00e7\u00e3o de isoformas<strong><em> <\/em><\/strong>de subunidades destas enzimas, com caracter\u00edsticas oncog\u00eanicas, que pudessem servir como marcadores moleculares para o desenvolvimento de m\u00e9todos de detec\u00e7\u00e3o mais precoces e\/ou para progn\u00f3sticos mais precisos em diferentes tipos de c\u00e2nceres. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m houve a tentativa de modelar drogas que reconhecessem isoformas espec\u00edficas das bombas de pr\u00f3tons tumorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, as pesquisas da UENF est\u00e3o mostrando que o fen\u00f4meno \u00e9 bem mais complexo. Segundo Arnoldo, as H<sup>+<\/sup>-ATPases do tipo V (V-ATPases) que se expressam nas membranas plasm\u00e1ticas de c\u00e9lulas tumorais possuem uma composi\u00e7\u00e3o molecular bastante diversa, n\u00e3o s\u00f3 em compara\u00e7\u00e3o com c\u00e9lulas normais, mas tamb\u00e9m entre diferentes tipos de tumores. E aquelas que ficam dentro das c\u00e9lulas aparentemente tamb\u00e9m expressam composi\u00e7\u00f5es de isoformas espec\u00edficas de suas subunidades. <\/p>\n\n\n\n<p>Esta foi uma das principais descobertas da tese de doutorado de Juliana do Couto Santos, orientada por Arnoldo no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Bioci\u00eancias e Biotecnologia da UENF, cujos dados foram publicados em 2020 na conceituada revista <em>EBioMedicine<\/em>. O grupo de pesquisa demonstrou que a V-ATPase, que \u00e9 uma enzima oligom\u00e9rica (formada por v\u00e1rias prote\u00ednas), apresenta padr\u00f5es de express\u00e3o de isoformas de suas subunidades (14 prote\u00ednas, em humanos) que formam assinaturas moleculares comuns para m\u00faltiplos tipos de c\u00e2ncer, por\u00e9m, com significativas especificidades, mesmo entre tumores de diferentes pacientes com um mesmo tipo de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p>Arnoldo conversou com a ASCOM. Veja a entrevista:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF \u2013 Plantas possuem potencial para inspirar pesquisas sobre o c\u00e2ncer humano?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013<\/strong> \u00c9 comum se pensar em plantas como seres simples, bem menos complexos que n\u00f3s. Mas do ponto de vista celular e molecular, o que se observa \u00e9 justamente o contr\u00e1rio. Por serem seres s\u00e9sseis (incapazes de locomo\u00e7\u00e3o), para poder sobreviver \u00e0s intemp\u00e9ries, conseguir explorar o solo e a atmosfera circundantes e obter tudo o que precisam, ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, elas desenvolveram metabolismo e estrutura celular mais complexos que as presentes em nossas c\u00e9lulas. Elas possuem organelas que nenhum animal tem, como por exemplo, cloroplastos e um grande vac\u00faolo central. A parede celul\u00f3sica que circunda as c\u00e9lulas vegetais \u00e9 muito mais complexa do que a matriz extracelular de nossas c\u00e9lulas, e esta \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais tumores de plantas n\u00e3o desenvolvem met\u00e1stases. Todavia, a prolifera\u00e7\u00e3o celular tumoral tamb\u00e9m ocorre em plantas, em geral induzida por v\u00edrus, bact\u00e9rias ou outros parasitas, mas a c\u00e9lula vegetal parasitada, reprogramada para hiperprolifera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode migrar para outros tecidos da planta. Isto porque n\u00e3o consegue sair de seu <em>locus<\/em> selado pela parede celul\u00f3sica. Ent\u00e3o n\u00e3o ocorre a met\u00e1stase, que \u00e9 a principal causa dos \u00f3bitos por c\u00e2ncer. Entretanto, alguns mecanismos moleculares comuns de controle proliferativo s\u00e3o conservados tanto em plantas quanto em n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; Por que voc\u00ea resolveu expandir seus estudos das plantas para os seres humanos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO &#8211;<\/strong> Trilhei boa parte de minha carreira principalmente dedicado \u00e0 fisiologia e \u00e0 biologia celular e tecidual de plantas, mas, ao atingir um certo n\u00edvel de dom\u00ednio sobre seus sistemas transdutores de energia e transporte i\u00f4nico, percebi que estes s\u00e3o pe\u00e7as-chave de mecanismos de controle da prolifera\u00e7\u00e3o e morfog\u00eanese celular que transcendem os limites do reino vegetal. V\u00e1rios processos do desenvolvimento, adaptativos e fisiopatol\u00f3gicos s\u00e3o altamente dependentes de \u201cbombas de pr\u00f3tons\u201d, assim chamadas por serem enzimas que bombeiam \u00edons H<sup>+<\/sup> (pr\u00f3tons), gerando gradientes eletroqu\u00edmicos que energizam as membranas celulares, controlando sistemas secund\u00e1rios de transporte e ativando cascatas de sinaliza\u00e7\u00e3o. Percebemos que pod\u00edamos utilizar esses conhecimentos para ousar responder a desafios em outros reinos, iniciando com fungos, passando depois a animais, como artr\u00f3podes e camundongos, e, mais recentemente, chegando \u00e0s patologias humanas, incluindo o c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo4-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18724\" width=\"666\" height=\"443\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a ideia \u00e9 essa: pegar o conhecimento acumulado sobre estes sistemas, que s\u00e3o extremamente conservados ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, e tentar contribuir com novas perspectivas terap\u00eauticas, usando nossa ci\u00eancia b\u00e1sica em prol da sa\u00fade animal e humana. Estudamos estes sistemas prim\u00e1rios de transloca\u00e7\u00e3o i\u00f4nica, tanto no seu potencial de interconvers\u00e3o de gradientes de pr\u00f3tons em ciclos de s\u00edntese e hidr\u00f3lise de ATP, que \u00e9 moeda energ\u00e9tica de todas as c\u00e9lulas, bem como na sua capacidade de gerar sinais i\u00f4nicos e modular a bioeletroqu\u00edmica das membranas celulares. Assim, exploramos tais sistemas n\u00e3o s\u00f3 como transdutores de energia, mas tamb\u00e9m como protagonistas da transdu\u00e7\u00e3o de sinais. Esse tipo de vis\u00e3o mecan\u00edstica mais ampla, bem como as crescentes evid\u00eancias da conserva\u00e7\u00e3o desses mecanismos em diferentes c\u00e9lulas e organismos, nos fez levantar algumas hip\u00f3teses e modelos que, nos \u00faltimos anos, temos testado e validado, e por isso estamos explorando cada vez mais essa interface.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; E quando veio a clareza de que o que voc\u00ea estava pesquisando poderia ajudar na medicina humana?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO &#8211; <\/strong>Foi ao acompanhar a luta de meu pai contra um c\u00e2ncer bastante agressivo, que acabou por vitim\u00e1-lo, em junho do ano 2000. Eu estava come\u00e7ando minha carreira aqui na UENF e n\u00e3o podia estar l\u00e1 no Cear\u00e1, perto dele. Mas vivi intensamente todo o processo, passando por situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis na comunica\u00e7\u00e3o com os profissionais de sa\u00fade que o tratavam. Enfrentamos a inacessibilidade de alguns, o desd\u00e9m de outros, e problemas que n\u00e3o pude antecipar ou intervir, o que foi mais dif\u00edcil, considerando a consci\u00eancia que tinha dos fatos \u2014 afinal dei aulas de bioqu\u00edmica para turmas de medicina, durante minha p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Instituto de Bioqu\u00edmica M\u00e9dica da UFRJ, al\u00e9m do que j\u00e1 tinha aprendido estudando a literatura sobre os tratamentos mais avan\u00e7adas da \u00e9poca. E, quanto mais estudava, mais percebia que havia uma resson\u00e2ncia muito grande entre a mecan\u00edstica oncol\u00f3gica e os nossos dados sobre mecanismos proliferativos do crescimento vegetativo. Percebi que havia vertentes inexploradas que poderiam ser desenvolvidas, se n\u00e3o em tempo para ajudar meu pai, que o fosse para outros que poderiam ser poupados de tamanho sofrimento. Ap\u00f3s a passagem dele, passaram-se ainda muitos anos de cont\u00ednua prepara\u00e7\u00e3o e estudos, antes de nossa primeira contribui\u00e7\u00e3o efetiva, uma publica\u00e7\u00e3o no <em>American Journal of Physiology<\/em>, em 2016, em colabora\u00e7\u00e3o com Mart\u00ednez-Zaguil\u00e1n, o pioneiro das V-ATPases no c\u00e2ncer, e versando sobre c\u00e9lulas tumorais de c\u00e2ncer prost\u00e1tico, justamente o que vitimou meu pai.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; Voc\u00ea acha que os cientistas que estudam humanos e os que estudam as plantas precisam dialogar mais entre si?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013 <\/strong>Este tipo de ponte ainda \u00e9 rara, mas o pessoal que faz pesquisa de ponta n\u00e3o trabalha mais s\u00f3. Hoje h\u00e1 f\u00edsicos, matem\u00e1ticos, qu\u00edmicos, m\u00e9dicos e bi\u00f3logos de diferentes matizes trabalhando integrados, em pesquisas de combate ao c\u00e2ncer e em todos os problemas de alta complexidade. Isso era raridade at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, e o caminho requer empenho e perseveran\u00e7a. E foi assim que ao longo do tempo, fomos conquistando a confian\u00e7a de grupos de excel\u00eancia na \u00e1rea da sa\u00fade, atraindo estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o interessados nesta interface de pesquisa, e juntos constru\u00edmos uma ponte s\u00f3lida entre esses dois mundos. O fato \u00e9 que n\u00e3o se faz nada sozinho. Al\u00e9m da colabora\u00e7\u00e3o internacional acima mencionada, pudemos contar com colabora\u00e7\u00f5es seminais dos colegas do LBR-CBB, Andrea Arnholdt e Milton Kanashiro; e de nossa Medicina Veterin\u00e1ria, Andr\u00e9 Lacerda e Fernanda Antunes (com os quais, juntos fundamos a Unidade de Experimenta\u00e7\u00e3o Animal, UEA-RJ). Desta conflu\u00eancia de expertises emergiram nossos primeiros artigos sobre mecanismos de combate ao melanoma, o c\u00e2ncer de pele mais mortal, por meio de mol\u00e9culas derivadas de plantas e microorganismos. Um destes foi capa do Jornal Brasileiro de Cirurgia Veterin\u00e1ria, e outros dois foram publicados no respeitado peri\u00f3dico <em>Biochimica et Biophysica Acta (BBA-GS).<\/em> Os primeiros frutos deste tipo de forma\u00e7\u00e3o mais ecl\u00e9tica, transdisciplinar e translacional foram as autoras destes trabalhos, cujo sucesso tem se refletido em conquistas tanto aqui quanto no exterior. Por exemplo, Julianna Santos atualmente \u00e9 uma produtiva pesquisadora associada \u00e0 Texas Tech University, nos Estados Unidos. J\u00e1 Brunna Martins \u00e9 post-doc no <em>The Hospital for Sick Children<\/em>, em Toronto, Canad\u00e1, e acabou de ser premiada com um \u2018<em>IPTA Scientific Congress Award<\/em>\u2019 da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transplante Pedi\u00e1trico. Quando ainda era nossa p\u00f3s-graduanda, Brunna j\u00e1 havia sido premiada em congressos de duas sociedades cient\u00edficas nacionais (na 42\u00aa RASBBq e no 28\u00ba CBMM).<\/p>\n\n\n\n<p>Egressos de nossa Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica tamb\u00e9m t\u00eam conquistado diversas distin\u00e7\u00f5es, com v\u00e1rias premia\u00e7\u00f5es em nossos Encontros do PIBIC; alguns j\u00e1 cursando p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es de excel\u00eancia, como o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA) e a UFRJ, onde inclusive um de nossos ICs foi selecionado para \u201cDoutorado Direto\u201d (sem necessidade de mestrado). Artigos derivados destes trabalhos de conclus\u00e3o de curso est\u00e3o ainda em prepara\u00e7\u00e3o, pois uma de nossas preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 n\u00e3o publicar nada que n\u00e3o seja cientificamente muito consistente, e que traga algo de novo sobre mecanismos de a\u00e7\u00e3o de impacto real na competitiva \u00e1rea da pesquisa do c\u00e2ncer. Um bom exemplo \u00e9 o nosso artigo de 2020, na prestigiosa revista <em>EBioMedicine<\/em>, em parceria com o renomado Luis Felipe Ribeiro Pinto do INCA, tendo uma de nossas mais talentosas egressas na autoria principal, Juliana do Couto Vieira.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo3-1-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18725\" width=\"714\" height=\"475\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; E o que este artigo trouxe de avan\u00e7o nesta \u00e1rea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013 <\/strong>N\u00f3s avan\u00e7amos no entendimento de detalhes importantes da composi\u00e7\u00e3o molecular da bomba de pr\u00f3tons (V-ATPase), que se expressa diferencialmente em c\u00e9lulas tumorais. Essa express\u00e3o diferencial foi descoberta em 1994, nos Estados Unidos, pelo cientista Raul Mart\u00ednez-Zaguil\u00e1n, mas s\u00f3 nos anos 2000 come\u00e7ou a ser amplamente comprovada e expandida pela comunidade cient\u00edfica mundial \u2014 coincidentemente, na mesma \u00e9poca em que nascia nosso interesse pelo tema. Nossos estudos t\u00eam descrito assinaturas moleculares e dados mecan\u00edsticos que revelam uma complexidade estrutural e bioqu\u00edmica muito maior do que a inicialmente prevista por trabalhos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; O que o Mart\u00ednez-Zaguil\u00e1n descobriu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013 <\/strong>Ele descobriu que em v\u00e1rios tipos de tumores cancer\u00edgenos humanos, a V-ATPase, que normalmente reside em membranas de dentro da c\u00e9lula, tamb\u00e9m se direciona e se insere na membrana plasm\u00e1tica, passando a acidificar o meio extracelular, o que logo relacionou com a ativa\u00e7\u00e3o de enzimas que dependem de um pH mais \u00e1cido para desencadear o processo de met\u00e1stase. Nas membranas plasm\u00e1ticas da maioria das c\u00e9lulas normais de animais (inclusive em n\u00f3s humanos), predomina outra classe de ATPases, principalmente uma do tipo P, que transporta s\u00f3dio e pot\u00e1ssio, enquanto na mesma membrana de c\u00e9lulas vegetais prevalece outra enzima tamb\u00e9m do tipo P-ATPase, mas esta transporta pr\u00f3tons, tal qual as V-ATPases. Ent\u00e3o, percebemos que no c\u00e2ncer, a V-ATPase migra de dentro da c\u00e9lula para a membrana plasm\u00e1tica, e aquela c\u00e9lula que s\u00f3 usava s\u00f3dio e pot\u00e1ssio para energizar esta membrana, passa a usar algo que as plantas sempre usaram &#8211; gradientes de pr\u00f3tons. Isso revelou que um dos eventos da reprograma\u00e7\u00e3o de uma c\u00e9lula normal para a forma\u00e7\u00e3o de um tumor cancer\u00edgeno \u00e9 a reenergiza\u00e7\u00e3o da membrana plasm\u00e1tica por uma bomba de pr\u00f3tons, dando suporte ao metabolismo celular hiperproliferativo tumoral e ainda favorecendo met\u00e1stases. Posteriormente, trabalhando em colabora\u00e7\u00e3o com Zaguil\u00e1n, descobrimos que as V-ATPases tamb\u00e9m se expressam diferencialmente nas membranas do n\u00facleo celular, algo desconhecido at\u00e9 o nosso trabalho de 2016. Aqui, tamb\u00e9m tiramos proveito de nossos estudos pr\u00e9vios, realizados com nossos principais colaboradores, o professor Em\u00e9rito da UENF, Dr. Lev Okorokov, e sua filha, minha esposa e col\u00edder de grupo, Anna Okorokova Fa\u00e7anha, do LFBM-CBB, com os quais j\u00e1 t\u00ednhamos evidenciado a presen\u00e7a de subunidades da V-ATPase em fra\u00e7\u00f5es de membranas nucleares de c\u00e9lulas f\u00fangicas. Devo destacar que o Dr. Lev foi um dos primeiros cientistas a descrever bioquimicamente a exist\u00eancia da classe de ATPases do tipo V, em vac\u00faolos de c\u00e9lulas de levedura, ainda nos idos da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; Quais outras contribui\u00e7\u00f5es os estudos realizados na UENF est\u00e3o trazendo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013 <\/strong>Uma novidade que emergiu de nossos estudos \u00e9 que essa bomba, uma enzima oligom\u00e9rica com estrutura j\u00e1 muito bem conhecida, constitu\u00edda por 13 a 14 subunidades (algumas apresentando diferentes isoformas, ao todo 25 genes as codificam em humanos), poderia se estruturar de diferentes formas em diferentes c\u00e2nceres e at\u00e9 mesmo em distintos tumores de um mesmo tipo de c\u00e2ncer. Ou seja, revelamos a exist\u00eancia de assinaturas moleculares comuns \u00e0 m\u00faltiplos c\u00e2nceres, mas tamb\u00e9m alertamos sobre a exist\u00eancia de padr\u00f5es complexos de varia\u00e7\u00e3o destas assinaturas em diferentes tumores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, as V-ATPases assim como as F-ATPases (primeira classe a ser descrita como motor molecular), possuem estruturas compostas por v\u00e1rias subunidades que se unem e funcionam harmonicamente formando maravilhosas m\u00e1quinas moleculares, como Paul Boyer poeticamente as descreveu, ao receber o Pr\u00eamio Nobel de 1997 \u2013 um fant\u00e1stico cientista que tive a honra de conhecer pouco antes do an\u00fancio da premia\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo ano de meu doutorado, quando meu orientador, o saudoso Leopoldo de Meis, amigo e colaborador de Boyer, nos apresentou no congresso da IUBMB de 97, em San Francisco. Foi a partir dos trabalhos de Boyer que se descobriu que estas enzimas geravam torque, e um grupo de pesquisadores japon\u00eas at\u00e9 chegou a registrar em imagens o giro desses motores moleculares em funcionamento. A gente descobriu que a montagem dessa bomba na realidade varia bastante em diferentes tumores, ou seja, s\u00e3o diferentes tipos de motores operando em distintos c\u00e2nceres, mas que tamb\u00e9m s\u00e3o dotados de assinaturas moleculares espec\u00edficas com o potencial de prover diagn\u00f3sticos e\/ou progn\u00f3sticos mais precisos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; Em que isso pode mudar os rumos das pesquisas que v\u00eam sendo feitas nesta \u00e1rea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013<\/strong> Na \u00faltima d\u00e9cada, houve muita pesquisa em busca de marcadores moleculares para a detec\u00e7\u00e3o e progn\u00f3sticos mais precisos, ou ainda como alvos para novas drogas sint\u00e9ticas, baseados no reconhecimento de uma ou outra subunidade especifica de V-ATPases tumorais. Hoje, j\u00e1 existem centenas de trabalhos apontando v\u00e1rios destes potenciais marcadores para os mais variados tipos de c\u00e2ncer. E por que nada surgiu ainda, que tenha se mostrado \u00fatil na pr\u00e1tica? Simplesmente porque n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples! Estamos dizendo: n\u00e3o gastem tempo e dinheiro investindo no desenvolvimento de medicamentos e kits diagn\u00f3sticos baseados em express\u00f5es diferenciais de uma \u00fanica isoforma ou de isoformas de uma s\u00f3 subunidade destes complexos. A luta contra o c\u00e2ncer \u00e9 uma guerra colossal.&nbsp; Voc\u00ea est\u00e1 tentando vencer uma doen\u00e7a que \u00e9 extremamente complexa e heterog\u00eanea em suas bases moleculares. \u00c9 uma s\u00edndrome, na realidade, n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a s\u00f3. S\u00e3o v\u00e1rios tipos de muta\u00e7\u00f5es e dist\u00farbios que afetam uma mir\u00edade de prote\u00ednas oncog\u00eanicas e supressores tumorais, mas algumas coisas s\u00e3o comuns em quase todos os tumores. As altera\u00e7\u00f5es de express\u00e3o da V-ATPase \u00e9 algo comum \u00e0 maioria dos c\u00e2nceres, e por isso \u00e9 sim um alvo promissor, mas os estudos precisam ir muito mais a fundo, at\u00e9 chegar as redes de intera\u00e7\u00f5es que constituem as assinaturas moleculares complexas que come\u00e7amos a revelar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo do potencial de nossos estudos foi produzido com a ajuda do Dr. Abdalla Dib Chacur, renomado ginecologista aqui de Campos, que nos deu a honra de orient\u00e1-lo no seu doutorado.&nbsp; Em sua tese e num artigo publicado no formato \u2018<em>pre-print<\/em>\u2019 (ainda sem revis\u00e3o editorial definitiva), apresentamos as primeiras evid\u00eancias de que \u00e9 poss\u00edvel se obter um progn\u00f3stico mais seguro para tumores de endom\u00e9trio, atrav\u00e9s de assinaturas moleculares associadas \u00e0 V-ATPase, possibilitando por exemplo, prevenir a remo\u00e7\u00e3o do \u00fatero nos casos em que o padr\u00e3o das assinaturas aponte para um melhor progn\u00f3stico para a paciente. Este trabalho foi premiado no Congresso de Ginecologia e Obstetr\u00edcia do Rio de Janeiro, em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa pesquisa est\u00e1 toda voltada para entender cada vez mais as diferentes nuances que existem nesta e em outras bombas i\u00f4nicas, que s\u00e3o sistemas que est\u00e3o envolvidos n\u00e3o s\u00f3 com o c\u00e2ncer, mas com outras doen\u00e7as, como as infec\u00e7\u00f5es virais, por exemplo. Quando um v\u00edrus entra numa c\u00e9lula ele a escraviza, reprogramando o metabolismo celular para fazer milhares de copias de si mesmo.&nbsp; Quando ele faz isso, ele cria toda uma demanda energ\u00e9tica para poder multiplicar-se, ent\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a hiperproliferativa tamb\u00e9m. O mesmo ocorre com fungos e bact\u00e9rias. O maior desafio \u00e9 que, depois que voc\u00ea levanta uma hip\u00f3tese de tal amplitude, voc\u00ea mergulha em oceanos de complexidade cada vez maiores. Cada mecanismo desse \u00e9 cercado de uma infinidade de outras mol\u00e9culas que v\u00e3o influenciar as intera\u00e7\u00f5es e express\u00f5es funcionais destes motores moleculares, que s\u00e3o ao mesmo tempo espec\u00edficas e vari\u00e1veis, dependendo de cada tipo ou est\u00e1gio do dist\u00farbio proliferativo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo1-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18726\" width=\"684\" height=\"455\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; Ent\u00e3o suas pesquisas tamb\u00e9m podem ajudar no combate a pandemias?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013<\/strong> Potencialmente, sim. Na Covid, por exemplo, foi recentemente descoberto que a prote\u00edna<em> Spike<\/em> do SARS-CoV-2, aquela que faz o reconhecimento de receptores na c\u00e9lula a ser infectada, se conecta a uma prote\u00edna que tamb\u00e9m exerce fun\u00e7\u00e3o de subunidade acess\u00f3ria da V-ATPase. Foi descrito que tal acoplamento com a bomba de pr\u00f3tons pode integrar um dos mecanismos de penetra\u00e7\u00e3o na c\u00e9lula. Ent\u00e3o estudos da V-ATPase tamb\u00e9m podem ajudar nas respostas \u00e0 esta pandemia e outras tantas epidemias virais. Mas os v\u00edrus usam v\u00e1rias estrat\u00e9gias para entrar na c\u00e9lula, essa \u00e9 s\u00f3 uma. Ent\u00e3o n\u00e3o adianta trabalhar com a V-ATPase em virologia? Adianta, porque todos os v\u00edrus dependem das fun\u00e7\u00f5es que V-ATPases exercem nos compartimentos intracelulares. Depois que o v\u00edrus entra por qualquer via alternativa, ele vai precisar interagir e cooptar as vias metab\u00f3licas e os sistemas de membrana das organelas, para poder gerar as part\u00edculas virais e fazer a doen\u00e7a progredir.&nbsp; Ent\u00e3o, se conseguirmos entender profundamente as V-ATPases, n\u00e3o s\u00f3 das membranas plasm\u00e1ticas, mas das membranas internas tamb\u00e9m, poderemos chegar a sugerir quais novos f\u00e1rmacos ou medicamentos j\u00e1 aprovados podem atuar sobre estes sistemas. Estamos trabalhando com f\u00e1rmacos cl\u00e1ssicos derivados de plantas, para os quais uma ampla gama de efeitos terap\u00eauticos, potencialmente relacionados \u00e0 perturba\u00e7\u00e3o de sistemas transmembrana, t\u00eam sido propostos, mas cuja efetividade e amplitude esbarra na falta de uma descri\u00e7\u00e3o mais completa de seus respectivos mecanismos de a\u00e7\u00e3o. &nbsp;<br \/><br \/><strong>ASCOM \/ UENF &#8211; Qual o objetivo das pesquisas com os f\u00e1rmacos e medicamentos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO &#8211;<\/strong> A gente est\u00e1 buscando descrever um mecanismo de a\u00e7\u00e3o prim\u00e1rio para a a\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos e medicamentos cl\u00e1ssicos para os quais j\u00e1 existem boas evid\u00eancias cient\u00edficas de efetividade no combate ao c\u00e2ncer, doen\u00e7as virais e hiperproliferativas em geral. Fitoter\u00e1picos como a curcumina, por exemplo. H\u00e1 v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es apontando suas a\u00e7\u00f5es antitumorais, anti-inflamat\u00f3rias e antivirais. Tamb\u00e9m estamos estudando um monoterpeno, o mirtenal, que \u00e9 usado na ind\u00fastria aliment\u00edcia; e tamb\u00e9m um composto sintetizado a partir de auxina<strong>,<\/strong> um fito-horm\u00f4nio vegetal que j\u00e1 foi estudado na \u00e1rea de oncologia, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos estudado tamb\u00e9m a cloroquina e outros derivados como a mefloquina, que afetam a acidifica\u00e7\u00e3o endolisossomal, dependente da V-ATPase, devido \u00e0 grande pol\u00eamica gerada durante a pandemia da Covid-19. Aqui o nosso objetivo \u00e9 entender mais detalhadamente os mecanismos de a\u00e7\u00e3o dessas drogas cl\u00e1ssicas e poder ent\u00e3o aprimorar, propor derivados, e a reproposi\u00e7\u00e3o consciente, baseada no mecanismo elucidado, para evitar os erros e perdas que temos visto. Com isso seria poss\u00edvel determinar em que tipos de doen\u00e7as hiperproliferativas existe de fato alguma efetividade terap\u00eautica, e como desenvolver os testes necess\u00e1rios \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o mais segura e eficiente poss\u00edvel para cada caso. Nestes estudos contamos com o talento e dedica\u00e7\u00e3o de duas p\u00f3s-doutorandas, Gilde\u00edde Costa, do Programa Rec\u00e9m-Doutor da UENF, e Ar\u00edcia Leone, nossa bolsista Nota 10 FAPERJ, al\u00e9m da important\u00edssima colabora\u00e7\u00e3o do colega Lu\u00eds Basso, do LCFIS, que lidera um projeto FAPERJ numa tem\u00e1tica biof\u00edsica complementar \u00e0 nossa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM \/ UENF &#8211; Voc\u00ea acredita que um dia teremos um medicamento que possa curar todo tipo de c\u00e2ncer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO &#8211;<\/strong> Sonho com isso! Acredito que vamos chegar num momento da Hist\u00f3ria em que conseguiremos curar, se n\u00e3o tudo, pelo menos a grande maioria dos males que hoje nos afligem, principalmente atrav\u00e9s da nanotecnologia. Este \u00e9 um dos ramos mais integrativos da Ci\u00eancia e que por isso mesmo det\u00e9m tamanho potencial, e est\u00e1 avan\u00e7ando muito rapidamente. J\u00e1 existem tecnologias de nanoc\u00e1psulas, que liberam o quimioter\u00e1pico no microambiente do tumor. Ent\u00e3o a minha esperan\u00e7a de chegarmos a algo pr\u00f3ximo a uma panaceia reside nos estudos b\u00e1sicos, em n\u00edvel molecular, que fornecem os fundamentos para uma nanotecnologia t\u00e3o avan\u00e7ada que possui o potencial para tornar realidade as fascinantes curas de cl\u00e1ssicos da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Todavia, sabemos que a cada porta que se abre, surgem novos desafios, e assim, a aventura da Ci\u00eancia n\u00e3o tem fim!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM \/ UENF \u2013 Que conselho voc\u00ea daria para as pessoas se prevenirem contra o c\u00e2ncer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARNOLDO \u2013 <\/strong>Considerando os m\u00faltiplos fatores gen\u00e9ticos e epigen\u00e9ticos, exames peri\u00f3dicos, incluindo os que envolvem diagn\u00f3sticos moleculares. Quanto aos fatores comportamentais e ambientais, a f\u00f3rmula \u00e9 antiga: n\u00e3o beba, n\u00e3o fume e n\u00e3o seja fumante passivo tamb\u00e9m. Evite alimentos muito industrializados e d\u00ea prefer\u00eancia aos derivados da agricultura org\u00e2nica, ou com o menor uso de agrot\u00f3xicos poss\u00edvel. Controle a raiva e o medo, pois liberam cortisol, radicais livres, dentre outros fatores end\u00f3genos que causam efeitos cumulativos extremamente nocivos. Ou seja, tenha uma vida a mais equilibrada e natural poss\u00edvel \u2013 infelizmente, miss\u00e3o quase imposs\u00edvel nos nossos dias. Assim, o melhor \u00e9 que todos defendam o apoio mais amplo poss\u00edvel \u00e0 Ci\u00eancia e a forma\u00e7\u00e3o de novos cientistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 na bioqu\u00edmica das plantas que pode estar a chave para uma compreens\u00e3o mais aprofundada de uma das doen\u00e7as que mais desafiam a humanidade: o c\u00e2ncer. Uma particularidade dos vegetais \u00e9 que, embora suas c\u00e9lulas tamb\u00e9m possam sofrer muta\u00e7\u00f5es e a forma\u00e7\u00e3o de tumores, dificilmente ocorre o que na patologia humana se chama met\u00e1stase \u2014 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-18714","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","entry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer - UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer - UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00c9 na bioqu\u00edmica das plantas que pode estar a chave para uma compreens\u00e3o mais aprofundada de uma das doen\u00e7as que mais desafiam a humanidade: o c\u00e2ncer. Uma particularidade dos vegetais \u00e9 que, embora suas c\u00e9lulas tamb\u00e9m possam sofrer muta\u00e7\u00f5es e a forma\u00e7\u00e3o de tumores, dificilmente ocorre o que na patologia humana se chama met\u00e1stase \u2014 [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-04-18T14:44:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"22 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/person\/068abbf03b6f8478c845bc8ded9270c7\"},\"headline\":\"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer\",\"datePublished\":\"2023-04-18T14:44:52+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/\"},\"wordCount\":4363,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg\",\"articleSection\":[\"Not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/\",\"url\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/\",\"name\":\"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer - UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg\",\"datePublished\":\"2023-04-18T14:44:52+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#website\",\"url\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/\",\"name\":\"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#organization\",\"name\":\"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro\",\"url\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/logo-uenf-invertido-1.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/logo-uenf-invertido-1.png\",\"width\":482,\"height\":83,\"caption\":\"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/person\/068abbf03b6f8478c845bc8ded9270c7\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e5ecf9e4fae0742f4b136f518195bafa7b2d3f7c709f4bdc6707588ef68a6e25?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e5ecf9e4fae0742f4b136f518195bafa7b2d3f7c709f4bdc6707588ef68a6e25?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\"],\"url\":\"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/author\/edson\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer - UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer - UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro","og_description":"\u00c9 na bioqu\u00edmica das plantas que pode estar a chave para uma compreens\u00e3o mais aprofundada de uma das doen\u00e7as que mais desafiam a humanidade: o c\u00e2ncer. Uma particularidade dos vegetais \u00e9 que, embora suas c\u00e9lulas tamb\u00e9m possam sofrer muta\u00e7\u00f5es e a forma\u00e7\u00e3o de tumores, dificilmente ocorre o que na patologia humana se chama met\u00e1stase \u2014 [&hellip;]","og_url":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/","og_site_name":"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro","article_published_time":"2023-04-18T14:44:52+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"22 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/person\/068abbf03b6f8478c845bc8ded9270c7"},"headline":"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer","datePublished":"2023-04-18T14:44:52+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/"},"wordCount":4363,"publisher":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg","articleSection":["Not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/","url":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/","name":"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer - UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro","isPartOf":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg","datePublished":"2023-04-18T14:44:52+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#primaryimage","url":"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg","contentUrl":"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Pesquisa-Arnoldo2-1024x682.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-uenf-avancam-na-compreensao-do-cancer\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Pesquisas da UENF avan\u00e7am na compreens\u00e3o do c\u00e2ncer"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#website","url":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/","name":"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#organization","name":"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro","url":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/logo-uenf-invertido-1.png","contentUrl":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/logo-uenf-invertido-1.png","width":482,"height":83,"caption":"UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro"},"image":{"@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/person\/068abbf03b6f8478c845bc8ded9270c7","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e5ecf9e4fae0742f4b136f518195bafa7b2d3f7c709f4bdc6707588ef68a6e25?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e5ecf9e4fae0742f4b136f518195bafa7b2d3f7c709f4bdc6707588ef68a6e25?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/portal1.uenf.br\/portal"],"url":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/author\/edson\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18714"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18714\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}