{"id":10302,"date":"2021-08-20T18:36:04","date_gmt":"2021-08-20T21:36:04","guid":{"rendered":"https:\/\/uenf.br\/portal\/?p=10302"},"modified":"2021-08-20T18:36:04","modified_gmt":"2021-08-20T21:36:04","slug":"politica-ambiental-e-uma-tragedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal1.uenf.br\/portal\/noticias\/politica-ambiental-e-uma-tragedia\/","title":{"rendered":"&#8216;A pol\u00edtica ambiental \u00e9 fraca e ineficaz, muitas vezes ocasionando trag\u00e9dias\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Doutor em Ci\u00eancias Naturais pela UENF,&nbsp;Luiz&nbsp;Fernando Rosa Mendes fala sobre a crise energ\u00e9tica brasileira<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em apenas 20 anos, o Brasil vive sua terceira crise h\u00eddrica, com s\u00e9rios impactos na produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.&nbsp;Para o doutor em Ci\u00eancias Naturais pela UENF e professor do IFF Luiz Fernando Rosa Mendes, o que est\u00e1 faltando ao Pa\u00eds s\u00e3o \u201cpol\u00edticas p\u00fablicas fortes e bem definidas\u201d para resolver quest\u00f5es como o desmatamento, reflorestamento, gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos e maior incorpora\u00e7\u00e3o de outras fontes renov\u00e1veis na matriz el\u00e9trica brasileira.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uenf.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Luiz-1024x498.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10306\" width=\"762\" height=\"370\"\/><figcaption>  Luiz Fernando Rosa Mendes <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nesta entrevista \u00e0 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da UENF (ASCOM), ele faz uma an\u00e1lise da postura do governo brasileiro frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, de negacionismo e embate com a ci\u00eancia.\u00a0\u201cO governo vem tentando descreditar pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com vasto conhecimento e renome internacional no campo das mudan\u00e7as do clima e monitoramento da Amaz\u00f4nia, desmobilizando \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o e controle ambiental e expandindo as fronteiras agropecu\u00e1rias e de explora\u00e7\u00e3o de metais nobres na floresta Amaz\u00f4nica\u201d afirma.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor, a pol\u00edtica ambiental brasileira, dissonante do restante do planeta, tem sido fraca e ineficaz, ocasionando, muitas vezes, verdadeiras trag\u00e9dias.\u00a0\u201cInfelizmente, o pa\u00eds est\u00e1 perdendo a oportunidade de ser um protagonista nas discuss\u00f5es e solu\u00e7\u00f5es para o enfrentamento das mudan\u00e7as do clima e ainda pode estar prejudicando ainda mais a nossa economia a longo prazo\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a entrevista:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM \/ UENF &#8211;<\/strong>&nbsp;<strong>O Brasil tem vivido sucessivas crises h\u00eddricas que comprometem a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Neste momento, mais uma vez h\u00e1 o risco de desabastecimento por conta da escassez de chuvas. O que precisa ser feito para evitar definitivamente este problema?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUIZ &#8211;<\/strong>&nbsp;Se observamos as duas \u00faltimas d\u00e9cadas, j\u00e1 estamos na terceira crise h\u00eddrica, o que afeta fortemente a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica brasileira. A primeira crise ocorreu entre os anos 2000 e 2001 e a segunda, entre os anos 2013 e 2015. E agora estamos vivendo mais uma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios fatores como meteorol\u00f3gicos, clim\u00e1ticos e de gest\u00e3o,&nbsp;tanto das \u00e1guas&nbsp;quanto do planejamento energ\u00e9tico,&nbsp;fizeram e fazem com que as crises se tornem c\u00edclicas, promovendo um aumento no uso das usinas termoel\u00e9tricas por combust\u00edveis f\u00f3sseis,&nbsp;com custo marginal de opera\u00e7\u00e3o elevado e maior emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, gases esses que prejudicam ainda mais o ambiente. Eu defini esse processo em um artigo publicado com o professor Marcelo Sthel em 2017 como um ciclo energ\u00e9tico vicioso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, voltando \u00e0 pergunta, eu acredito que o pa\u00eds precisa de pol\u00edticas p\u00fablicas fortes e bem definidas quanto ao combate ao desmatamento, ao reflorestamento, \u00e0 gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e maior incorpora\u00e7\u00e3o das outras fontes renov\u00e1veis dentro da matriz el\u00e9trica, tais como a e\u00f3lica&nbsp;<em>onshore<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>offshore<\/em>, a solar e a biomassa, tornando-a mais homog\u00eanea, pois ela j\u00e1 \u00e9 diversificada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM \/ UENF&nbsp;&#8211;<\/strong>&nbsp;&nbsp;<strong>A&nbsp;produ\u00e7\u00e3o de energia est\u00e1 diretamente ligada aos impactos ambientais. \u00c9 cab\u00edvel pensar em um mundo onde seja poss\u00edvel conciliar o uso de energia em grande escala e a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUIZ &#8211;<\/strong>&nbsp;Bem, esse \u00e9 o pr\u00f3ximo desafio para humanidade e que j\u00e1 bate a nossa porta.&nbsp;Desde a 1\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a nossa sociedade foi moldada pelo uso&nbsp;intensivo de&nbsp;energia e tornou-se altamente dependente, principalmente, das fontes energ\u00e9ticas n\u00e3o renov\u00e1veis, tais como o petr\u00f3leo e o carv\u00e3o. A&nbsp;\u201cconta\u201d est\u00e1 chegando agora para&nbsp;n\u00f3s. Entretanto, precisamos ser otimistas,&nbsp;mas sem romantismo. Sei&nbsp;da&nbsp;gigantesca dificuldade para uma coopera\u00e7\u00e3o&nbsp;em escala global&nbsp;no&nbsp;enfrentamento do problema, haja vista os esfor\u00e7os despendidos nas confer\u00eancias do clima, mas n\u00e3o podemos ficar parados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que \u00e9 poss\u00edvel pensarmos numa rela\u00e7\u00e3o mais harmoniosa entre a sociedade, o uso da energia e o ambiente, desde que mudemos o paradigma em escala global no que diz respeito \u00e0 busca por um (des)envolvimento sustent\u00e1vel para uma busca por regenera\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, principalmente capitaneada pelos governos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sei que esse problema diz respeito a toda a humanidade, todavia s\u00e3o os governantes, representantes do povo, os principais tomadores de decis\u00e3o. Nesse&nbsp;sentido,&nbsp;eles&nbsp;precisam&nbsp;se desvencilhar de um modelo econ\u00f4mico do s\u00e9culo passado&nbsp;e falido do ponto de vista ambiental&nbsp;e&nbsp;entender&nbsp;que&nbsp;n\u00e3o \u00e9 mais cab\u00edvel, dentro do cen\u00e1rio mundial, a busca&nbsp;desenfreada por um crescimento econ\u00f4mico, tendo como&nbsp;mantra&nbsp;o&nbsp;crescimento&nbsp;PIB&nbsp;para o&nbsp;sucesso de&nbsp;uma&nbsp;sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, observo que \u00e9 poss\u00edvel diminuirmos os impactos ao ambiente quanto ao uso de energia desde que haja,&nbsp;gradativamente,&nbsp;um abandono das fontes n\u00e3o renov\u00e1veis, maiores&nbsp;investimentos&nbsp;em fontes renov\u00e1veis de energia e efici\u00eancia energ\u00e9tica,&nbsp;um planejamento s\u00e9rio e robusto em mobilidade urbana nas grandes cidades&nbsp;e claro, tudo isso balizado&nbsp;pela&nbsp;melhora na qualidade da educa\u00e7\u00e3o, investimentos em pesquisa cient\u00edfica e diminui\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u202f<strong>ASCOM \/ UENF &#8211;<\/strong>&nbsp;<strong>O Brasil se comprometeu internacionalmente\u202fa diminuir a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa, mas n\u00e3o vem cumprindo seu papel. Como voc\u00ea avalia essa quest\u00e3o?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUIZ &#8211;<\/strong>&nbsp;Como comentei na quest\u00e3o anterior, os governos t\u00eam um papel imprescind\u00edvel na tomada de decis\u00f5es e busca por solu\u00e7\u00f5es para o enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&nbsp;O governo brasileiro assinou o Acordo de Paris, comprometendo-se a contribuir para a redu\u00e7\u00e3o do \u201c<em>aquecimento global<\/em>\u201d, de acordo com o&nbsp;<em>intended&nbsp;Nationally&nbsp;Determined&nbsp;Contribution<\/em>&nbsp;(iNDC), sendo o mesmo ratificado em 2016, por meio do Congresso Nacional. No&nbsp;iNDC, o pa\u00eds pactuou: o uso sustent\u00e1vel da bioenergia; medidas em grande escala no setor de uso da terra e prote\u00e7\u00e3o das florestas; e maior participa\u00e7\u00e3o de fontes de energia sem emiss\u00e3o ou com baixo n\u00edvel de emiss\u00f5es de carbono. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, o Brasil se disp\u00f4s a ampliar o uso das fontes renov\u00e1veis, al\u00e9m da energia h\u00eddrica, a e\u00f3lica, biomassa e a solar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o ao acordo firmado em Paris 2015, o atual governo brasileiro vem se colocando em uma postura negacionista frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, numa posi\u00e7\u00e3o de embate com a ci\u00eancia brasileira O governo vem tentando descreditar pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com vasto conhecimento e renome internacional no campo das mudan\u00e7as do clima e monitoramento da Amaz\u00f4nia, desmobilizando \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o e controle ambiental e expandindo as fronteiras agropecu\u00e1rias e de explora\u00e7\u00e3o de metais nobres na floresta Amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, no dia 09 de agosto de 2021, o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas publicou a 1\u00aa parte do 6\u00ba Relat\u00f3rio do Clima (<em>Climate&nbsp;Change&nbsp;2021: The&nbsp;Physical&nbsp;Science&nbsp;Basis<\/em>). O relat\u00f3rio traz as seguintes&nbsp;considera\u00e7\u00f5es: 1) a influ\u00eancia antr\u00f3pica no aquecimento m\u00e9dio do planeta \u00e9 inequ\u00edvoca e inquestion\u00e1vel; 2) as mudan\u00e7as recentes no clima n\u00e3o t\u00eam precedentes da humanidade; 3) todas as regi\u00f5es do planeta j\u00e1 s\u00e3o afetadas por eventos extremos; 4) a temperatura m\u00e9dia do planeta vai continuar a subir e; 5) o aquecimento m\u00e9dio de 1,5\u00b0C a 2\u00b0C ser\u00e1 ultrapassado ainda neste s\u00e9culo. Mas o relat\u00f3rio tamb\u00e9m aponta que ainda podemos limitar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, desde que haja fortes redu\u00e7\u00f5es nas emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas observem a contradi\u00e7\u00e3o posta para o setor do agroneg\u00f3cio brasileiro diante do exposto no relat\u00f3rio: o governo se omite em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o da fronteira do agroneg\u00f3cio em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia e \u00e0s queimadas na regi\u00e3o Norte e Centro-Oeste. Isso por sua vez, est\u00e1 impactando o ciclo hidrol\u00f3gico do pa\u00eds.&nbsp; A altera\u00e7\u00e3o do regime de chuvas implicar\u00e1 em maiores secas, prejudicando o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio. Segundo pesquisadores da EMBRAPA, o preju\u00edzo anual pode ser de R$ 11 bilh\u00f5es devido aos eventos extremos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, avalio que,\u00a0em rela\u00e7\u00e3o ao enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a pol\u00edtica ambiental brasileira \u00e9 fraca, ineficaz, ocasionando, muitas vezes, verdadeiras trag\u00e9dias, estando em total disson\u00e2ncia com o mundo.\u00a0Infelizmente, o pa\u00eds est\u00e1 perdendo a oportunidade de ser um protagonista nas discuss\u00f5es e solu\u00e7\u00f5es para o enfrentamento das mudan\u00e7as do clima e ainda pode estar aprofundando ainda mais a nossa economia a longo prazo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM\/UENF &#8211; O munic\u00edpio de Campos e regi\u00e3o Norte Fluminense t\u00eam grande potencialidade de produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel, como e\u00f3lica e solar. O que est\u00e1 faltando para que isso se torne uma realidade?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUIZ &#8211;&nbsp;<\/strong>Bom, eu gosto da frase do&nbsp;soci\u00f3logo alem\u00e3o Ulrich Beck,&nbsp;que diz: \u201c<em>Pensar globalmente, agir localmente<\/em>\u201d. Assim&nbsp;devemos agir sobre as quest\u00f5es que impactam diretamente o local em que vivemos e criamos a nossa fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, vejo que, do ponto de vista energ\u00e9tico, a nossa regi\u00e3o est\u00e1 ainda fortemente atrelada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural,&nbsp;tendo em vista&nbsp;a facilidade log\u00edstica dessas fontes prim\u00e1rias para usinas termoel\u00e9tricas instaladas no nosso estado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a constru\u00e7\u00e3o das duas usinas termoel\u00e9tricas no Porto do A\u00e7u com pot\u00eancia total de 3,1 Gigawatts (GW), futuramente tornando-se a maior usina termoel\u00e9trica da Am\u00e9rica Latina, e com a nova Lei do G\u00e1s, a regi\u00e3o Norte Fluminense se consolidar\u00e1 ainda mais como um grande polo de produ\u00e7\u00e3o termoel\u00e9trica, tendo em vista a proje\u00e7\u00e3o de mais 10 usinas t\u00e9rmicas at\u00e9 2035, principalmente no munic\u00edpio de Maca\u00e9. Evidentemente, essa expans\u00e3o termoel\u00e9trica na regi\u00e3o trar\u00e1 benef\u00edcios econ\u00f4micos, por\u00e9m e os impactos ambientais?&nbsp;Contudo, em minha tese de doutorado realizada em 2019, pude constatar que o munic\u00edpio de Campos dos Goytacazes tem um grande potencial para produ\u00e7\u00e3o de energia solar e e\u00f3lica, o que pode ser extrapolado para a regi\u00e3o Norte Fluminense.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia solar em nossa regi\u00e3o, j\u00e1 podemos observar um crescimento consider\u00e1vel no n\u00famero de instala\u00e7\u00f5es de sistemas solar fotovoltaicos por meio da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, principalmente em resid\u00eancias e com\u00e9rcios, uma vez que estamos, desde o ano de 2013, com aumentos sucessivos nas tarifas de energia el\u00e9trica em virtude das recentes crises&nbsp;hidroenerg\u00e9ticas. Mas, para al\u00e9m disso, o munic\u00edpio de Campos dos Goytacazes, por exemplo, tem uma consider\u00e1vel irradia\u00e7\u00e3o solar m\u00e9dia anual no valor de 5,25kWh\/m\u00b2.dia, sendo que a m\u00e9dia anual brasileira varia entre 4,5 a 6,5kWh\/m\u00b2.dia. No que diz respeito a sistemas de energia solar fotovoltaica de m\u00e9dio porte at\u00e9 1 Megawatt (MW), o munic\u00edpio conta ainda com o relevo e quantidade de \u00e1rea favor\u00e1vel, principalmente na regi\u00e3o da Baixada Campista, e infraestrutura de rede de distribui\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria para conex\u00e3o dos sistemas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Observando a energia e\u00f3lica, no munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco do Itabapoana j\u00e1 existe uma usina e\u00f3lica de 17 MW. Isso porque o litoral da regi\u00e3o Norte Fluminense tem consider\u00e1vel potencial e\u00f3lico, como apontam estudos e mapas e\u00f3licos do estado do Rio de Janeiro e do Brasil. Pelo mapa e\u00f3lico do estadual, a regi\u00e3o Norte \u00e9 a melhor \u00e1rea para implanta\u00e7\u00e3o de empreendimentos e\u00f3licos&nbsp;<em>onshore<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente,&nbsp;foram protocolados e ainda constam em&nbsp;an\u00e1lise&nbsp;os&nbsp;pedidos de licen\u00e7a pr\u00e9via&nbsp;junto ao IBAMA&nbsp;de&nbsp;quatro projetos de implanta\u00e7\u00e3o de&nbsp;usinas&nbsp;e\u00f3licas&nbsp;<em>offshore<\/em>&nbsp;no&nbsp;litoral do estado do Rio de Janeiro&nbsp;totalizando 14,66GW, sendo&nbsp;eles: Maravilha com pot\u00eancia de 3GW;&nbsp;Aracatu&nbsp;com 3,84GW; Ventos do Atl\u00e2ntico com 5GW e; Ventos Fluminenses com 2,82GW.&nbsp;Esse potencial e\u00f3lico&nbsp;<em>offshore<\/em>&nbsp;no&nbsp;estado do Rio de Janeiro foi evidenciado&nbsp;em 2020&nbsp;pela Empresa de Pesquisas Energ\u00e9ticas (EPE) em estudo preliminar sobre o assunto intitulado \u201c<em>Roadmap&nbsp;E\u00f3lica Offshore Brasil<\/em>\u201d de energia e\u00f3lica&nbsp;<em>offshore<\/em>&nbsp;no Brasil desenvolvido pela Empresa de Pesquisas Energ\u00e9ticas (EPE) e em estudo desenvolvido nesse ano pelos pesquisadores&nbsp;Amanda&nbsp;Vinhoza&nbsp;e&nbsp;Roberto&nbsp;Schaeffer&nbsp;ambos&nbsp;da COPPE\/UFRJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro estudo de viabilidade em curso e com Memorando de Entendimentos (MOU) assinado pelas empresas&nbsp;Fortescue&nbsp;Future Industries&nbsp;Pty&nbsp;Ltd (FFI), subsidi\u00e1ria da&nbsp;Fortescue&nbsp;Metals&nbsp;Group&nbsp;Ltd (Fortescue), e a Porto do A\u00e7u Opera\u00e7\u00f5es S.A. (Porto do A\u00e7u), uma subsidi\u00e1ria da Prumo Log\u00edstica SA (Prumo), diz respeito a instala\u00e7\u00e3o, no Porto do A\u00e7u, de planta de produ\u00e7\u00e3o de \u201c<em>hidrog\u00eanio verde<\/em>\u201d com pot\u00eancia de 300MW e capacidade de produzir 250 mil toneladas de \u201cam\u00f4nia verde\u201d por ano a partir de energia e\u00f3lica&nbsp;<em>offshore<\/em>&nbsp;e solar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos potenciais de&nbsp;energias&nbsp;solar e e\u00f3lica, podemos&nbsp;ainda&nbsp;citar o potencial a ser explorado a partir da gera\u00e7\u00e3o de energia por biomassa, uma vez que, nossa regi\u00e3o tem um segmento agropecu\u00e1rio forte.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desta maneira, respondendo \u00e0 pergunta,&nbsp;nossa regi\u00e3o est\u00e1 come\u00e7ando a vislumbrar uma economia para al\u00e9m do petr\u00f3leo e isso \u00e9 um processo gradativo.&nbsp;Acredito que&nbsp;ainda falta para a maior produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel na regi\u00e3o \u00e9 o engajamento dos poderes p\u00fablicos (municipal e estadual) para o incentivo de tais&nbsp;empreendimentos.&nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia solar fotovoltaica, o crescimento j\u00e1 \u00e9 observado e j\u00e1 existem marcos legais. A energia e\u00f3lica&nbsp;<em>offshore<\/em>&nbsp;\u00e9 uma tipologia nova de gera\u00e7\u00e3o de energia para o pa\u00eds e n\u00e3o temos um arcabou\u00e7o legal para a mesma. Al\u00e9m disso, penso que a Petrobras, por quest\u00f5es de decis\u00e3o pol\u00edtica, est\u00e1 focada apenas no petr\u00f3leo e g\u00e1s natural (combust\u00edveis f\u00f3sseis), perdendo com isso a oportunidade de buscar maior diversifica\u00e7\u00e3o no setor de energia, pois v\u00e1rias empresas petrol\u00edferas pelo mundo est\u00e3o cada vez mais buscando investir em fontes renov\u00e1veis de energia, principalmente solar e e\u00f3lica&nbsp;<em>offshore<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto relacionado ao potencial crescimento da energia renov\u00e1vel, especialmente a e\u00f3lica e solar, em nossa regi\u00e3o que ressalto diz respeito&nbsp;aos impactos negativos dessas fontes energia tamb\u00e9m poder\u00e3o causar. N\u00e3o podemos \u201c<em>romantizar<\/em>\u201d as energias e\u00f3lica e solar como fontes energ\u00e9ticas de \u201c<em>zero impacto ambiental negativo<\/em>\u201d ou \u201c<em>energia limpa<\/em>\u201d. Ent\u00e3o, a sociedade organizada e a comunidade cient\u00edfica precisam conhecer e ficar atentas a todas mudan\u00e7as que est\u00e3o em curso na regi\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASCOM \/ UENF&nbsp;&#8211;&nbsp; Os&nbsp;cr\u00edticos das fontes renov\u00e1veis alegam que elas n\u00e3o podem suprir o alto consumo de energia do momento presente,&nbsp;<\/strong><strong>al\u00e9m de serem muito caras<\/strong><strong>. Qual a sua opini\u00e3o sobre isto?<\/strong>\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUIZ &#8211;&nbsp;<\/strong>Respondendo \u00e0 pergunta, inicio citando uma frase de Jeremy&nbsp;Rifkin&nbsp;em seu livro intitulado 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial onde ele diz que \u201c<em>o Brasil \u00e9 a Ar\u00e1bia Saudita da energia renov\u00e1vel, e tem de longe mais potencial para energia renov\u00e1vel por metro quadrado que qualquer outro pa\u00eds do mundo<\/em>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista da produ\u00e7\u00e3o de energia, um fator preponderante \u00e9 a sua efici\u00eancia e, que consequentemente&nbsp;influencia&nbsp;no seu custo.&nbsp;Isso j\u00e1 acontece nas fontes renov\u00e1veis de energia, pois&nbsp;\u00e0&nbsp;medida que a efici\u00eancia est\u00e1 aumentando, a escala de produ\u00e7\u00e3o dos sistemas est\u00e1&nbsp;crescendo, at\u00e9 mesmo em fun\u00e7\u00e3o da demanda, e, consequentemente o custo est\u00e1 caindo. Isso faz com que a energia solar deixe esse&nbsp;estigma de ser \u201c<em>cara<\/em>\u201d, como dizemos: \u201c<em>uma&nbsp;fonte de energia&nbsp;somente de vitrine<\/em>\u201d.&nbsp;Atualmente, o custo m\u00e9dio de um m\u00f3dulo fotovoltaico \u00e9 de 0,20 USD\/Watt.&nbsp;\u00c9 evidente que o custo inicial \u00e9 elevado para implanta\u00e7\u00e3o de um sistema solar fotovoltaico conectado \u00e0 rede para uso&nbsp;residencial. Todavia, no Brasil, em m\u00e9dia, o retorno do investimento (<em>payback<\/em>) de um sistema solar fotovoltaico residencial \u00e9 de 3 a 5 anos, tornando-o&nbsp;um investimento mais vi\u00e1vel&nbsp;do&nbsp;que qualquer tipo de investimento financeiro de baixo risco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, quando falamos em grandes empreendimentos de gera\u00e7\u00e3o,&nbsp;nos \u00faltimos leil\u00f5es de energia, tanto&nbsp;a e\u00f3lica quanto a solar obteve&nbsp;custo de&nbsp;produ\u00e7\u00e3o&nbsp;menor que hidroel\u00e9tricas, termoel\u00e9tricas a g\u00e1s natural&nbsp;e&nbsp;termoel\u00e9trica a biomassa.&nbsp;A t\u00edtulo de exemplo, no Leil\u00e3o de Energia Nova realizado em 2019&nbsp;o custo da energia proveniente de hidroel\u00e9trica ficou em R$198,12\/MWh, t\u00e9rmica a g\u00e1s natural com R$189,00\/MWh, t\u00e9rmica por biomassa com R$179,87\/MWh, e\u00f3lica R$79,99\/MWh e solar fotovoltaica com R$67,48\/MWh.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, vejo a quest\u00e3o do custo da energia solar ou e\u00f3lica superada.&nbsp;Para al\u00e9m disso, devemos ter em mente&nbsp;a&nbsp;contribui\u00e7\u00e3o ambiental das fontes energ\u00e9ticas.&nbsp;Nesse sentido, a solu\u00e7\u00e3o passa n\u00e3o s\u00f3 pela substitui\u00e7\u00e3o das fontes n\u00e3o renov\u00e1veis pelas fontes renov\u00e1veis. Penso que&nbsp;n\u00e3o existe uma \u201c<em>f\u00f3rmula m\u00e1gica<\/em>\u201d e \u00fanica. Entendo que a garantia para o suprimento da demanda de energia atual passa por&nbsp;um&nbsp;<em>mix<\/em>&nbsp;de solu\u00e7\u00f5es.&nbsp;Como diz o ditado: \u201c<em>estamos trocando o pneu&nbsp;do carro&nbsp;com&nbsp;ele&nbsp;andando<\/em>\u201d.&nbsp;Ent\u00e3o, retomando uma fala anterior,&nbsp;a n\u00edvel nacional e mundial&nbsp;devemos:&nbsp;1)&nbsp;repensar o nosso consumo, ao mesmo tempo&nbsp;gradativamente abandonar&nbsp;as fontes n\u00e3o renov\u00e1veis&nbsp;e&nbsp;investir&nbsp;em&nbsp;todas as&nbsp;fontes renov\u00e1veis&nbsp;poss\u00edveis; 2)&nbsp;investir no aumento da&nbsp;efici\u00eancia energ\u00e9tica&nbsp;em todos os segmentos; 3)&nbsp;repensar nossas cidades,&nbsp;no que diz respeito a servi\u00e7os&nbsp;inteligentes&nbsp;e planejamento da mobilidade urbana; 4) repensar o transporte, incluindo&nbsp;na solu\u00e7\u00e3o desse setor a&nbsp;eletromobilidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, eu acredito que tudo isso \u00e9 um processo&nbsp;e&nbsp;como tal \u201c<em>n\u00e3o ocorre da noite para o dia<\/em>\u201d, mas isto j\u00e1&nbsp;est\u00e1 acontecendo&nbsp;e&nbsp;\u00e9 um movimento necess\u00e1rio e que nos levar\u00e1 para outro modelo de sociedade mais focada numa economia de baixo carbono.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doutor em Ci\u00eancias Naturais pela UENF,&nbsp;Luiz&nbsp;Fernando Rosa Mendes fala sobre a crise energ\u00e9tica brasileira&nbsp; Em apenas 20 anos, o Brasil vive sua terceira crise h\u00eddrica, com s\u00e9rios impactos na produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.&nbsp;Para o doutor em Ci\u00eancias Naturais pela UENF e professor do IFF Luiz Fernando Rosa Mendes, o que est\u00e1 faltando ao 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